terça-feira, 17 de novembro de 2015

A educação vai melhorar com o empenho de todos

Olá,
hoje posto um texto escrito por mim em 21 de julho de 2010. O assunto é atual. Deixo para você fazer sua apreciação e sua família também.

Abraço da professora Elisete

A educação vai melhorar com o empenho de todos
O pensamento do senador da República  Cristóvam Buarque norteia esta crônica – “O Brasil ficou entre 8 melhores do mundo do futebol e ficou triste. É 85º em educação e não há tristeza”. O ex-ministro chama à razão sobre o que é prioridade para o crescimento de um país e o futuro dos jovens: educação, não o futebol.
Como a “educação é tudo”, é preciso voltar todas as forças das comunidades escolares, que unidas, poderão transformar a atual realidade do ensino nas redes públicas. A situação revelada em números na fala do senador não é promissora e precisa ser revertida.  Também os números da Prova Brasil de 2009 são ruins. O índice do IDEB de 2009 revelou que a média da 8ª série no Estado, em Português e Matemática ficou em 4.2, sendo que a média dos países desenvolvidos é de 6.0. Constata-se as dificuldades nos cálculos e raciocínio matemático e na compreensão de textos, competências essenciais à sobrevivência de um  cidadão, seja na vida pessoal como profissional.
Neste sentido, é importante ressaltar o exemplo de uma escola municipal de São Valentim, de pouco mais de 3000 mil habitantes que obteve a melhor nota da Prova Brasil/2009 no RS. Uma escola que prima pelo método tradicional de ensino, incluindo ditado e cópia de textos diariamente. Também neste município aplica-se 30% do orçamento municipal na educação, um bom exemplo para os outros municípios do Rio Grande do Sul, principalmente, para o governo do Estado que procura reduzir, enxugar cada vez mais os investimentos em educação.

O exemplo dos países asiáticos também deve ser seguido, pois diferentemente de nossa realidade, sabe-se que o silêncio se faz presente nas aulas e podem-se ouvir perfeitamente as explicações dos professores até no corredor. Inclusive os alunos leem muito, estudam integralmente, na escola e em casa fazem temas, trabalhos e estudam. “Apenas” isso.
O fato é que no Brasil, os descendentes dos asiáticos estão ocupando os melhores empregos, os mais qualificados e bem remunerados porque eles vivenciam a cultura de que o estudo é importante e deve ser levado a sério.
Fica o chamamento à responsabilidade de todos os envolvidos na educação: mantenedores, escola e família para se empenharem na melhora dos índices de ensino. Que ocorra aprendizagem e a média se eleve juntamente com a disciplina, o interesse, a atenção, a leitura, os cálculos diários, a realização de temas e trabalhos.
No futebol, não se ultrapassam os dedos das mãos os bem-sucedidos jogadores milionários (ou mercenários?) no Brasil. Mas nos outros setores como comércio, serviços, na advocacia, na engenharia, nas profissões da saúde, entre outras, há milhares de oportunidades de se pôr em prática o conhecimento e as habilidades apreendidas nos bancos escolares e viver a dignidade de um cidadão.
Elisete Maria Cargnelutti Dalsochio

Professora      


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